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domingo, 20 de setembro de 2009

GPS + Projetor = Maptor

Maptor é uma combinação bem bolada de GPS com projetor. Ele simplesmente projeta o mapa em qualquer superfície que tiver em sua volta como paredes, pisos ou até mesmo na palma da sua mão indicando sua direção. Veja mais informações e imagens do Maptor a seguir.

Criado na Coréia do Sul por Jin-Sun Park e Seon-keun Park, Maptor é um acessório indispensável para travessias por caminhos desconhecidos em qualquer lugar do mundo.


Tem o formato de uma pequena lanterna e é um aparelho GPS, que exibe mapas usando um micro projetor interno. Os mapas podem ser projetados sobre qualquer superfície plana, até mesmo na palma da mão. Utiliza a base de dados do Google Maps e no mapa projetado uma seta vermelha aponta exatamente o lugar onde a pessoa está.



Os controles do Maptor são simples mas completos: comando de liga/desliga e uma tecla que comanda as opções de zoom e ampliação geral da tela. Funciona com pilhas e vem com Bluetooth para facilitar o download dos mapas. Detalhe ecológico: a estrutura externa do Maptor é toda feita com plástico biodegradável.

Os inventores garantem que as imagens são visíveis com muita nitidez mesmo em plena luz do dia. Já se pode imaginar o desenvolvimento dessa tecnologia para apresentações PowerPoint, dispensando o uso de projetores tipo datashow.

Por enquanto não há previsão de comercialização do Maptor no Brasil.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bioma x Ecossitema

É comum as pessoas confundirem ou aplicarem ao mesmo significado os conceitos de bioma e ecositema. Para tirar essa dúvida aqui vai um texto ótimo, que explica bem a diferença entre esses dois conceitos.

Qual a diferença entre bioma e ecossistema? Essa é uma pergunta comum, porém a resposta não é tão óbvia. Para ilustrar, vamos ver as definições que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos dá:
“Ecossistema - Sistema integrado e auto-funcionante que consiste em interações dos elementos bióticos e abióticos e cujas dimensões podem variar consideravelmente.”

“Bioma - Conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria.”


Foto: David McNew, Getty Images Uma cidade como Los Angeles pode ser um ecossistema, mas não um bioma.
A relação entre os elementos bióticos (“animados”) e abióticos (“inanimados”) em um ecossistema depende, principalmente, do fluxo de energia e as escalas são extremamente variadas, pode-se considerar um pequeno lago, uma poça d’água, uma mata, uma cidade, um poço, ou seja, o importante é a relação nesse meio, podendo ainda conter elementos comuns em ecossistemas variados. Já em um bioma, o perfil do local e a dimensão possuem maior importância. Podemos analisar um bioma como um ecossistema, se formos entender o fluxo de energia e a relação entre os elementos bióticos e abióticos, porém um ecossistema qualquer só será considerado um bioma se suas dimensões forem regionais, ou seja, numa grande escala e ainda levarmos em conta como fatores abióticos o relevo e o macroclima, por exemplo. Em relação aos fatores bióticos, a fisionomia da vegetação é uma das principais características para classificar um bioma. Por outro lado, a relação planta/animal, essencial na compreensão de um ecossistema, não é um fator que influi diretamente sua classificação. Além do mais, o bioma será definido por “tipos” específicos, característicos de plantas e também, mas não tão importante, de animais.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Origem dos nomes geográficos

Você tem alguma ideia de como o Brasil se chamaria se não fosse chamado de Brasil?
Alguns devem estar pensando em Monte Pascoal, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz ou qualquer outro nome que nossos colonizadores viessem a ter dado na época. Mas antes que os portugueses chegassem a nossa terra, o nosso país já tinha um nome, se chamava Pindorama! Era assim que o Brasil era chamado pelo mais numeroso grupo de habitantes que viviam aqui antes da chegada dos portugueses, os Tupi-Guaranis. Mas o que afinal significa Pindorama? Na língua tupi quer dizer: terra das palmeiras.
E Aotearoa? Você conhece esse país?
Pois é, os holandeses o denominaram Nova Zelândia em referência a Zeland – uma das províncias dos Países Baixos. Entretanto, o nome original dado pelos seus ancestrais, os Maoris, é Aotearoa e significa “a terra da grande nuvem branca”. Detalhe, numa medida inédita, os neozelandeses também passaram a considerar Aotearoa nome oficial do país. (Difícil será descolonizar os livros de Geografia, tão habituados aos nomes dados pelos exploradores).
Outro exemplo é o Canadá, o nome deriva de kanata, um termo da língua huron-iroquesa, falada pelos habitantes locais, para designar comunidade, povoado, cidade ou apenas cabanas. Usado de forma genérica pelos colonizadores franceses, o vocábulo acabou se tornando o nome do país.
Mas a lista não para por aqui. O país africano Burkina Faso significa “terra dos homens honestos”; Sri Lanka, ao sul da Índia, é “a ilha sagrada e resplandecente”; Chechênia ou Tchechênia deriva de um povoado local chamado Tchechen; Bósnia-Herzegovina é a combinação do nome de um rio local, o Bosna, com Herzog, termo germânico para designar duque; e Itália, segundo algumas das principais evidências, significa “terra dos novilhos” ou, em bom napolitano, terra dei vitielli.
DISNEYSTÃO E CURDISLÂNDIA

Afeganistão, Cazaquistão, Curdistão, Paquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão. Como se percebe, esses territórios da Ásia central apresentam em comum a terminação “stão”. Esse sufixo, na realidade, corresponde a uma contribuição da língua persa e significa “terra” ou “lugar de”. Portanto, esses países nada mais são do que a terra, ou território, de afegãos, cazaques, curdos, quirguizes, tadjiquis, turcomenos e uzbeques. Exceção feita ao Paquistão que, em uma das hipóteses, é denominado “terra da pureza”. Mais familiar no ocidente é a terminação “lândia”, que tem o mesmo significado. De origem inglesa, land significa “terra”. Ou seja, England – Inglaterra – é a terra dos ingleses;Tailândia, a “terra dos tais”, Suazilândia, a dos Suazis, e assim por diante. Se fosse na Ásia central, talvez a Disneylândia pudesse chamar Disneystão. Do contrário, se os curdos tivessem seu território na América do Norte poderiam denominá-lo Curdislândia!


Para quem tem curiosidade em saber um pouco mais sobre a origem dos nomes de diversos lugares do mundo não pode deixar de ler A Origem do Nome dos Países, de Edgardo Otero (Panda Books, 2006). Nesse livro, o autor, em uma extensa e acurada pesquisa, apresenta diferentes hipóteses para a origem do nome de todos os continentes e países do planeta, além de diversas regiões, ilhas e cidades importantes da Antiguidade.

domingo, 19 de julho de 2009

PAISAGEM, ESPAÇO E LUGAR – CONCEITOS BÁSICOS DA GEOGRAFIA

“TODO LUGAR É CONSTITUÍDO POR DIFERENTES PAISAGENS QUE SE INTERELACIONAM NUM DETERMINADO ESPAÇO, O GEOGRÁFICO.” (Aluisiane Kraisch).


A paisagem e o espaço geográfico

Quando você abre a janela e observa a rua, ou o que houver ao redor de sua casa, você está diante de uma paisagem.
Esteja no campo, ou na cidade, você observará elementos que podem ser naturais ou construídos pelos seres humanos.

Os elementos naturais numa paisagem são, por exemplo: as árvores (e outros tipos de plantas que não foram cultivadas pelas pessoas), os rios, o solo, os morros, o mar. Há paisagens nas quais existem muitos elementos naturais, como as que podemos observar em florestas (a Amazônica, por exemplo, que vem sofrendo com o desmatamento acelerado nos últimos anos).

Já os elementos da paisagem que foram construídos pelos seres humanos, pelas mulheres e homens, são chamados de humanizados, culturais ou mesmo artificiais. São as casas, os edifícios, as ruas, os viadutos, as plantações (cultivos), as pastagens formadas pelas pessoas. Esses elementos são um resultado da ação humana, do trabalho de mulheres e homens.
Mas nas paisagens também existem outros aspectos percebidos pelos nossos sentidos: os sons, os cheiros, os movimentos - a circulação de pessoas e de veículos.

Paisagem humanizada

Considerando os movimentos nas paisagens, podemos perceber que elas mudam de um momento para outro. Por isso, afirmamos que elas são dinâmicas, estão sendo constantemente modificadas. Elas podem ser modificadas também: quando casas ou prédios são derrubados, e outros são construídos; quando uma área de floresta é desmatada; quando ocorre uma colheita numa área cultivada, por exemplo, com arroz; quando ruas, viadutos, pontes, rodovias, são construídos, etc.No mundo atual praticamente não existe paisagem natural; são muito restritas as áreas onde existem apenas elementos naturais. Os oceanos, por exemplo, são constantemente atravessados por navios de todo tipo, seus recursos são explorados (inclusive de seu subsolo), em seus leitos há milhares de quilômetros de cabos submarinos feitos de cobre ou fibra óptica, que possibilitam as comunicações entre milhões de pessoas de diferentes continentes, diariamente. Em diversos trechos da floresta Amazônica são desenvolvidas pesquisas, atividades de exploração, muitas delas prejudiciais ao ambiente.A paisagem humanizada (artificial ou cultural) é a que está presente nos mais vastos recantos do planeta. Nela coexistem elementos naturais e artificiais, havendo uma predominância destes últimos. No entanto, é preciso considerar que mesmo muitas plantas que existem nas paisagens bastante humanizadas, como as das grandes cidades, não apareceram e cresceram naturalmente, elas foram plantadas pelas pessoas. A sua existência, portanto, naquele determinado local, é resultado da ação humana.

Modificações e descobertas

Nas paisagens também encontramos elementos que foram construídos em diferentes épocas. Muitas vezes, em áreas onde a ocupação humana é antiga e contínua, verifica-se a presença de construções de diferentes períodos históricos. Em relação a isso, podemos pensar, por exemplo, em algumas cidades brasileiras, que foram fundadas no primeiro século da presença dos portugueses no Brasil: Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, entre outras. Nessas cidades e em muitas outras coexistem o velho e o novo, o antigo e o moderno.

Podemos afirmar que, com o trabalho humano, o espaço geográfico está em constante mudança, ou seja, em continua transformação e movimento. Isso fica claro quando observamos com atenção a paisagem do lugar onde moramos e percebemos as alterações ao longo do tempo: casas ou edifícios sendo construídos ou reformados, novos pontos comerciais, a derrubada da vegetação e o cultivo de uma nova planta.

As modificações nas paisagens podem ser relacionadas com as novas descobertas que os seres humanos vão realizando, em termos tecnológicos, que fazem surgir novos modos de se produzir, novas mercadorias e novas formas arquitetônicas, entre outros. As atividades econômicas desenvolvidas pelos seres humanos também são responsáveis pela existência de diversas paisagens e pela construção do espaço. Por outro lado, há mudanças nas paisagens que são resultado de fatores naturais como a ocorrência de terremotos, deslizamentos e enchentes, por exemplo.

Espaço geográfico

Se fossemos consultar num dicionário a palavra espaço, constataríamos que há uma grande quantidade de significados. Para geografia o espaço são as paisagens, as relações que se estabelecem entre as pessoas (sociais, econômicas, políticas, etc.), as relações entre as pessoas e a natureza, e as próprias pessoas. Esse espaço é chamado de espaço geográfico.Percebemos, assim, que a noção de espaço geográfico é mais ampla que a de paisagem. Ao pensarmos no espaço geográfico estamos pensando nos elementos e aspectos que existem nas paisagens, mas também nas diversas ações que as pessoas realizam nas paisagens. Essas ações correspondem aos variados tipos de atividades humanas: trabalho, estudo, lazer. Envolvem, portanto, relações econômicas, sociais e políticas. Trata-se de algo bastante dinâmico.

O lugar

Pode-se dizer que o lugar é uma porção ou parte do espaço onde vivemos em interação com uma paisagem e onde transcorre o nosso dia-a-dia.

Nossa casa, nossa rua, nossa escola, a casa de um amigo ou parente, o bairro são exemplos de lugares com os quais criamos uma identidade, ou seja, que tem importância e significado para nós.

Estabelecemos relações com o lugar, pois nele convivemos com diferentes pessoas que contribuem para aumentar nossa identificação com o lugar.

Quando uma pessoa muda de casa, de rua, de escola ou de cidade, ela tem não só de se adaptar às diferenças de paisagem, mas também refazer significados e vínculos com a nova localização e as pessoas que dela fazem parte.